A doceira chamada
coruja,
fazia doce de
marmelo.
A meninada com a
mão suja,
metia a colher no
caramelo.
Os meninos ficava
contando,
a hora do doce dá
ponto.
No meio do terreiro
esperando,
a velha gritar tá
pronto.
Que saudade da
minha infância,
da doce raspa de
tacho.
Só restou-me a
lembrança.
Da banana madura
no cacho.
Foi se a nossa
alegria,
ficando tão somente
a dor.
Diante de tanta
rebeldia,
deixam de cultivar o
amor.
Raimundo Sucupira
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