Galinha de pinto
no terreiro,
cheiro de café
torrando.
Porca parida
no chiqueiro,
barulho de roda
fiando.
Fumaça branca
saindo,
no velho fogão
a lenha.
Vaqueiro cansado
surgindo,
tocando a vaca
prenha.
Menino barrigudo
chorando,
por conta do leite
derramado.
Beata no monturo
consolando,
tentando entreter
o danado.
Mais um dia se
vai,
nesse meu sertão.
A gente sofre mas
não sai,
desse pedaço de
chão.
Raimundo Sucupira
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