Caro Amigo,o meu Conto não
será Premeditado nem
Estudado,por Conseguinte,só
haverá nele tão somente
alguns Fragmentos que ao
longo do Tempo guardei na
Mente,que ouso chamar de
Lembranças.
Ao dirigir-me a uma certa
localidade chamada de
Sobradinho,parei-me em
frente a uma Colina,ao
contempla-la vi que estava
faltando algo,no mesmo
instante veio-me a mente o
motivo.
A Casa Branca da Serra,lá
pelos Ano 60,com 9 para
10 Anos,costumava
Acompanhar meu Pai nas
idas ao Morro da Santana
para arrancar Palhas do Coco
Licuri.
Numa dessas idas e vindas,
contemplava uma Casa que
ficava lá no alto da Serra,era
Branca feito a Neve,ao vê
aquela Edificação,ficava
louco para ir até ela,era de
mais a Curiosidade.
Até que num Belo dia
apareceu a oportunidade,
alguém pediu ao meu Pai
que levasse um Embrulho
ao dono da dita Casa.Ao
dirigir se a Casa,com o dito
Embrulho,comigo atrás é
claro,meu Pai apertou os
Passos,correndo atrás do
Velho,mal aguentava de
tanta curiosidade em
conhecer a tal Casa Branca
da Serra.
Ao chegar perto da Casa,vi
que o Terreiro era cercado
por uma cerca muito bem
feita,tudo para o Gado não
sujar o Terreiro,abrindo a
Porteira,chegamos a
Varanda,de um lado um
velho Estrado,do outro uma
Roda de Fiar,encostado na
Porta uma Vassoura já bem
surrada.
Meu Pai gritou,ô de Casa!
lá dentro alguém Respondeu,
ô de fora!logo apareceu uma
Senhora abrindo uma Banda
da Porta,pois a Porta era
daquelas dividida ao Meio.
Ao entregar a dita
Encomenda,meu Pai fez isso
sem entrar,pois estava com
pressa,sem poder entrar,
pendurei-me na Banda da
Porta que permanecia
fechada.
Numa Olhada pude vê um
enorme Pote em meio a uma
Forquilha num canto da
Sala donde foi tirado uma
Generosa Caneca D,Água pra
matar nos a Sede.Dado que,
ao passar por aquele lugar,não
foi possível deixar de lembrar
aquele dia,aquela Casa,aquela
Senhora.Pena que de tudo
aquilo que Restou foi tão
somente a Colina e esses
Fragmentos que ouso chamar
de Lembranças.Eita Sertão que
quero Bem....
Raimundo Sucupira

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