terça-feira, 3 de novembro de 2026
VENTO FORTE
A porta bateu
forte,
bateu no
talo.
Tremeu até o
suporte,
foi grande o
estalo.
O Menino
tremeu,
foi grande o
susto.
O gato preto
correu,
o pulo foi
curto.
Até este seu
poeta,
a caneta
parou.
No meio da
testa,
a pele que se
enrugou.
Depois dessa
bramura,
veio a
tranquilidade.
Depois da
luocura,
voltou a
normalidade.
por Raimundo Sucupira
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