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terça-feira, 11 de maio de 2010
PRINCIPIO
ceifa-se a nos os
sonhos,
ainda que seja
breve.
de muitos corações
risonhos,
mesmo quando o
amor se atreve.
a vida me é ingrata,
nunca me deu uma
folga.
feriu-me como um
punhal de prata,
uma passagem que
não me empolga.
quero deixar bem
claro,
tudo que tenho
feito.
há muito tempo
preparo,
quero fazer tudo
direito.
tempo que á mim
não foi dado,
nada restou para
mim.
o sonho que não foi
sonhado,
a jornada que chega
ao fim.
po Raimundo Sucupira
sonhos,
ainda que seja
breve.
de muitos corações
risonhos,
mesmo quando o
amor se atreve.
a vida me é ingrata,
nunca me deu uma
folga.
feriu-me como um
punhal de prata,
uma passagem que
não me empolga.
quero deixar bem
claro,
tudo que tenho
feito.
há muito tempo
preparo,
quero fazer tudo
direito.
tempo que á mim
não foi dado,
nada restou para
mim.
o sonho que não foi
sonhado,
a jornada que chega
ao fim.
po Raimundo Sucupira
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quinta-feira, 8 de abril de 2010
HORIZONTE
eis que aqueles olhos
fundo,
deixou-me triste.
naquele olhar tão
profundo,
a vontade de viver
persiste.
aquela mulher com
a beleza escondida,
lutando para viver.
gritando sem ser
percebida,
vai morrendo sem
saber.
á sua frente um
triste horizonte,
sem nenhum futuro.
repare seu semblante,
diante de se existe
um muro.
uma sociedade que
á estranha,
essa triste imagem.
do pouco que ganha,
onde a maioria vive
á margem.
por Raimundo Sucupira
fundo,
deixou-me triste.
naquele olhar tão
profundo,
a vontade de viver
persiste.
aquela mulher com
a beleza escondida,
lutando para viver.
gritando sem ser
percebida,
vai morrendo sem
saber.
á sua frente um
triste horizonte,
sem nenhum futuro.
repare seu semblante,
diante de se existe
um muro.
uma sociedade que
á estranha,
essa triste imagem.
do pouco que ganha,
onde a maioria vive
á margem.
por Raimundo Sucupira
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sexta-feira, 26 de março de 2010
ARGUIVO
eis que eu vos falo
claramente,
sem medo de
errar.
o que guardo na
mente,
pode vos espantar.
quando abro esse
arquivo,
muitas coisas eu
encontro.
algumas não conto
por motivo,
que cousa-me
desencontro.
numa cabeça pode
guardar,
todo tipo de
historia.
você pode lembrar,
é só puxar pela
memoria.
direi para o grande
camarada,
que quer saber de
tudo.
que uma boca calada,
não fala absurdo.
por Raimundo Sucupira
claramente,
sem medo de
errar.
o que guardo na
mente,
pode vos espantar.
quando abro esse
arquivo,
muitas coisas eu
encontro.
algumas não conto
por motivo,
que cousa-me
desencontro.
numa cabeça pode
guardar,
todo tipo de
historia.
você pode lembrar,
é só puxar pela
memoria.
direi para o grande
camarada,
que quer saber de
tudo.
que uma boca calada,
não fala absurdo.
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segunda-feira, 22 de março de 2010
ENCOLHA
tem muita gente
na encolha,
esperando pra dar
o golpe.
essa gente é como
uma bolha,
que chega á galope.
quando essa coisa
explodir,
é melhor sair de
baixo.
meio mundo pode
sacudir,
como se fosse um
tacho.
eis que estamos
perto,
de uma grande
caldeira.
se o cabra não for
esperto,
ele pode virar
poeira.
eu vos digo com
certeza,
sem nenhum
misterio.
essa coisa da
natureza,
é bom levar á serio.
por Raimundo Sucupira
na encolha,
esperando pra dar
o golpe.
essa gente é como
uma bolha,
que chega á galope.
quando essa coisa
explodir,
é melhor sair de
baixo.
meio mundo pode
sacudir,
como se fosse um
tacho.
eis que estamos
perto,
de uma grande
caldeira.
se o cabra não for
esperto,
ele pode virar
poeira.
eu vos digo com
certeza,
sem nenhum
misterio.
essa coisa da
natureza,
é bom levar á serio.
por Raimundo Sucupira
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quinta-feira, 4 de março de 2010
PALAVRA
quando se fala
a verdade,
não é preciso
rapapeis.
a palavra tem
validade,
não precisa de
papeis.
um homem que
tem palavra,
é um homen
rico.
com ele nada se
agrava,
não corre esse
risco.
ninguem perde
por ser direito,
eu sempre digo
isso.
não é preciso ser
perfeito,
basta cumpri seu
compromisso.
um homem que
suporta,
todo tipo de
provação.
o dinheiro pouco
importa,
o que importa é a
razão.
por Raimundo Sucupira
a verdade,
não é preciso
rapapeis.
a palavra tem
validade,
não precisa de
papeis.
um homem que
tem palavra,
é um homen
rico.
com ele nada se
agrava,
não corre esse
risco.
ninguem perde
por ser direito,
eu sempre digo
isso.
não é preciso ser
perfeito,
basta cumpri seu
compromisso.
um homem que
suporta,
todo tipo de
provação.
o dinheiro pouco
importa,
o que importa é a
razão.
por Raimundo Sucupira
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PENSAMENTO
eis que minha arte
é pensar,
sem pensar não
sou nada.
o dia em que eu
parar,
minha vida está
findada.
não costumo ficar
calado,
quando vejo uma
injustiça.
sempre tenho
lutado,
contra a miseria
e a cobiça.
eu luto pelo o novo,
pois é preciso
mudar.
não é liberto um
povo,
que não pode buscar.
a liberdade é
tudo,
que esse poeta diz.
não é preciso mudar
o mundo,
prá gente ser feliz.
por Raimundo Sucupira
é pensar,
sem pensar não
sou nada.
o dia em que eu
parar,
minha vida está
findada.
não costumo ficar
calado,
quando vejo uma
injustiça.
sempre tenho
lutado,
contra a miseria
e a cobiça.
eu luto pelo o novo,
pois é preciso
mudar.
não é liberto um
povo,
que não pode buscar.
a liberdade é
tudo,
que esse poeta diz.
não é preciso mudar
o mundo,
prá gente ser feliz.
por Raimundo Sucupira
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BURGUESIA
eu já vos disse uma
vez,
estou repetindo
agora.
onde mora o burgues,
o pobre fica de
fora.
é a lei do mais forte,
quem tem manda
mais.
o dinheiro que traz
suporte,
as leis são desiguais.
eles montam uma
engrenagem,
para eles visivel.
para o pobre uma
miragem,
no minimo impossivel.
se o pobre não se
organizar,
vai ser duro sobreviver.
ainda é tempo de
mudar,
basta o povo querer.
por Raimundo Sucupira
vez,
estou repetindo
agora.
onde mora o burgues,
o pobre fica de
fora.
é a lei do mais forte,
quem tem manda
mais.
o dinheiro que traz
suporte,
as leis são desiguais.
eles montam uma
engrenagem,
para eles visivel.
para o pobre uma
miragem,
no minimo impossivel.
se o pobre não se
organizar,
vai ser duro sobreviver.
ainda é tempo de
mudar,
basta o povo querer.
por Raimundo Sucupira
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PUNHAL DE PRATA
nem sempre quem
merece,
é aquele que
ganha.
quase sempre o que
aparece,
é aquele que mais
barganha.
a injustiça é constante,
no meio em que
vivemos.
esse triste semblante,
nós não merecemos.
a sorte nos é ingrata,
nem sempre ela
sorri.
é como um punhal
prata,
que vive a nos feri.
nossa unica esperança,
é o pai eterno.
que nos transmite
confiança,
prá sairmos desse
inferno.
por Raimundo Sucupira
merece,
é aquele que
ganha.
quase sempre o que
aparece,
é aquele que mais
barganha.
a injustiça é constante,
no meio em que
vivemos.
esse triste semblante,
nós não merecemos.
a sorte nos é ingrata,
nem sempre ela
sorri.
é como um punhal
prata,
que vive a nos feri.
nossa unica esperança,
é o pai eterno.
que nos transmite
confiança,
prá sairmos desse
inferno.
por Raimundo Sucupira
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
METAL
a inveja corta como
um cutelo,
a honra tem pouco
valor.
quem tem o metal
amarelo,
é tratado como
doutor.
não tenho paz em
nenhum instante,
é maldade de dar
medo.
trata-me como um
meliante,
condenaram-me ao
degredo.
chegou a hora da
luta,
o bicho vai pegar.
vou entrar nessa
disputa,
ninguem vai me
segurar.
um homem que tem
vergonha,
não mancha sua
moral.
numa luta não se
acanha,
nem diante de um
punhal.
por Raimundo.Sucupira
um cutelo,
a honra tem pouco
valor.
quem tem o metal
amarelo,
é tratado como
doutor.
não tenho paz em
nenhum instante,
é maldade de dar
medo.
trata-me como um
meliante,
condenaram-me ao
degredo.
chegou a hora da
luta,
o bicho vai pegar.
vou entrar nessa
disputa,
ninguem vai me
segurar.
um homem que tem
vergonha,
não mancha sua
moral.
numa luta não se
acanha,
nem diante de um
punhal.
por Raimundo.Sucupira
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
PULMÃO VERDE
na verdade o que
mudou,
foi o próprio ser
humano.
a floresta ele rasgou,
como se fosse um
pano.
ninguém pode mais
respirar,
sem sentir poluição.
um dia nós vamos
acabar,
simplesmente como
carvão.
vamos defender o
verde,
antes que ele tomba.
o bom censo nos
pede,
que ninguém mais
solte bomba.
a mãe natureza
agradece,
e nos manda um
recado.
esse pulmão verde
merece,
por todos ser cuidado.
por Raimundo Sucupira
mudou,
foi o próprio ser
humano.
a floresta ele rasgou,
como se fosse um
pano.
ninguém pode mais
respirar,
sem sentir poluição.
um dia nós vamos
acabar,
simplesmente como
carvão.
vamos defender o
verde,
antes que ele tomba.
o bom censo nos
pede,
que ninguém mais
solte bomba.
a mãe natureza
agradece,
e nos manda um
recado.
esse pulmão verde
merece,
por todos ser cuidado.
por Raimundo Sucupira
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
GENTE MIUDA
o homem já foi a
lua,
fez isso e muito
mais
tirar criança da
rua,
isso jamais
tanta criança sem
um futuro,
precisando de um
lar
vivendo atraz do
muro,
sem poder entrar
a sociedade não
importa,
com essa gente
miuda
não existe uma
resposta,
pra essa atitude
absurda
não sei o que será,
dessa triste sociedade
em breve levará,
a nossa liberdade.
por Raimundo Sucupira
lua,
fez isso e muito
mais
tirar criança da
rua,
isso jamais
tanta criança sem
um futuro,
precisando de um
lar
vivendo atraz do
muro,
sem poder entrar
a sociedade não
importa,
com essa gente
miuda
não existe uma
resposta,
pra essa atitude
absurda
não sei o que será,
dessa triste sociedade
em breve levará,
a nossa liberdade.
por Raimundo Sucupira
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GARGANTA
uma mata sem os
animais,
é uma casa sem
criança.
a alegria não existe
mais,
já perdeu a esperança
é uma garganta
estreita,
engolindo sem
calma
vagando pelo planeta,
mais um corpo sem
alma
vão passando apresado,
buscando o tal
progresso
já esta condenado a
esse processo.
por Raimundo Sucupira
animais,
é uma casa sem
criança.
a alegria não existe
mais,
já perdeu a esperança
é uma garganta
estreita,
engolindo sem
calma
vagando pelo planeta,
mais um corpo sem
alma
vão passando apresado,
buscando o tal
progresso
já esta condenado a
esse processo.
por Raimundo Sucupira
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
SER OU NÃO SER
O HOMEM é aquilo que deseja ser,
na medida em que pratica o bem
torna-se a imagem e semelhança
de DEUS.
quando pratica o mal ele é nada mais
nada menos que uma besta.
Raimundo Sucupira
na medida em que pratica o bem
torna-se a imagem e semelhança
de DEUS.
quando pratica o mal ele é nada mais
nada menos que uma besta.
Raimundo Sucupira
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sábado, 30 de janeiro de 2010
DUREZA
A gripe nunca me
Derrubou,
Vivia sempre a me
Gabar,
Dessa vez ela me
Pegou,
Aqui estou a penar.
Ela veio com força
Total,
Não deu moleza a
Ninguém.
Aquele que queria
Ser o tal,
Vale menos que
Um vintém.
A danada é terrível,
Vai chegando
Devagar.
Ninguém vê é invisível
É dor pra todo
Lado,
É uma tortura sem
Fim,
O cabra fica jogado,
Feito folhas no jardim.
Derrubou,
Vivia sempre a me
Gabar,
Dessa vez ela me
Pegou,
Aqui estou a penar.
Ela veio com força
Total,
Não deu moleza a
Ninguém.
Aquele que queria
Ser o tal,
Vale menos que
Um vintém.
A danada é terrível,
Vai chegando
Devagar.
Ninguém vê é invisível
É dor pra todo
Lado,
É uma tortura sem
Fim,
O cabra fica jogado,
Feito folhas no jardim.
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
O SERTÃO PEDE SOCORRO
De um lado as cerâmicas e carvoarias devastando
o cerrado e a caatinga,para alimentar os fornos
e as contas bancárias.
Do outro lado as mineradoras devastando a serra
e as minas, para retirar granito e mármores.
No centro, as autoridades omissas fazendo vista
grossa
se a sociedade não se tacá
a giripoca vai piá.
com a palavra: o grande e poderoso animal chamado
homem....
o cerrado e a caatinga,para alimentar os fornos
e as contas bancárias.
Do outro lado as mineradoras devastando a serra
e as minas, para retirar granito e mármores.
No centro, as autoridades omissas fazendo vista
grossa
se a sociedade não se tacá
a giripoca vai piá.
com a palavra: o grande e poderoso animal chamado
homem....
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