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terça-feira, 23 de março de 2010
TEMPO QUENTE
esse sertão é uma
caldeira,
esquentando aos
pouquinho.
como se fosse uma
frigideira,
nos fritando como
toucinho.
quem não aguenta
o calor,
aqui não pode morar.
quem não quiser se
indispor,
no sertão não pode
ficar.
no sertão o tempo
é quente,
é um dom da natureza.
no caminho desse
gente,
não existe moleza.
mesmo assim essa
terra,
é por Deus abençoada.
não troco meu pé
de serra,
nesse mundo por nada.
por Raimundo Sucupira
caldeira,
esquentando aos
pouquinho.
como se fosse uma
frigideira,
nos fritando como
toucinho.
quem não aguenta
o calor,
aqui não pode morar.
quem não quiser se
indispor,
no sertão não pode
ficar.
no sertão o tempo
é quente,
é um dom da natureza.
no caminho desse
gente,
não existe moleza.
mesmo assim essa
terra,
é por Deus abençoada.
não troco meu pé
de serra,
nesse mundo por nada.
por Raimundo Sucupira
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terça-feira, 16 de março de 2010
SERTÃO DE FÉ
minha terra não tem
palmeira,
onde canta o sabiá.
mas tem cajazeira,
onde o galo possa
cantar.
tabatinga nova na
parede,
batichó espiando na
telha.
moleque dormindo
na rede,
velho chico curando
ovelha.
vaca de leite no
curral,
requeijão quente
no prato.
umbu doce no
embornal,
siriema cantando
no mato.
tem festa de são
João,
santo Antonio e são
José.
aqui nesse sertão,
é grande o tamanho
da nossa fé.
por Raimundo Sucupira
palmeira,
onde canta o sabiá.
mas tem cajazeira,
onde o galo possa
cantar.
tabatinga nova na
parede,
batichó espiando na
telha.
moleque dormindo
na rede,
velho chico curando
ovelha.
vaca de leite no
curral,
requeijão quente
no prato.
umbu doce no
embornal,
siriema cantando
no mato.
tem festa de são
João,
santo Antonio e são
José.
aqui nesse sertão,
é grande o tamanho
da nossa fé.
por Raimundo Sucupira
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segunda-feira, 15 de março de 2010
TERRA DE NOSSO SENHOR
como é belo amanhecer
em minha terra,
fogo pagou canta no
juremal.
juriti responde no pé
da serra,
engenho ronca lá no
quintal.
o sol brilha atraz da
mata,
os passaros comandam
alvorada.
os peixes vadiam na
cascata,
o gado berra lá na
invernada.
o carro de boi geme
no estradão,
vaqueiro abóia na
capoeira.
seu canto ressoa no
grotão,
lugar onde mora a
rezadeira.
essa terra é um
paraiso,
sou livre como um
beija flor.
nunca me faltou um
sorriso,
amo esse sertão de nosso
senhor.
por Raimundo Sucupira
em minha terra,
fogo pagou canta no
juremal.
juriti responde no pé
da serra,
engenho ronca lá no
quintal.
o sol brilha atraz da
mata,
os passaros comandam
alvorada.
os peixes vadiam na
cascata,
o gado berra lá na
invernada.
o carro de boi geme
no estradão,
vaqueiro abóia na
capoeira.
seu canto ressoa no
grotão,
lugar onde mora a
rezadeira.
essa terra é um
paraiso,
sou livre como um
beija flor.
nunca me faltou um
sorriso,
amo esse sertão de nosso
senhor.
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sexta-feira, 5 de março de 2010
LUAR DO SERTÃO
A lua sai de traz da
serra,
clareando o meu
sertão.
tornando alegre a
minha terra,
mexendo com minha
imaginação.
sinto no fundo da
alma,
uma esperança nova
renascer.
seguindo tranquila
e calma,
dando-me força prá
viver.
deixarei nesses versos
singelo,
expresso a minha
alegria.
em tudo isso existe
um elo,
reinando a cada dia.
enquanto existir a lua,
a poesia não morrerá.
essa beleza que é só
sua,
para sempre viverá.
por Raimundo Sucupira
serra,
clareando o meu
sertão.
tornando alegre a
minha terra,
mexendo com minha
imaginação.
sinto no fundo da
alma,
uma esperança nova
renascer.
seguindo tranquila
e calma,
dando-me força prá
viver.
deixarei nesses versos
singelo,
expresso a minha
alegria.
em tudo isso existe
um elo,
reinando a cada dia.
enquanto existir a lua,
a poesia não morrerá.
essa beleza que é só
sua,
para sempre viverá.
por Raimundo Sucupira
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E por falar em beleza,
Sertão
quinta-feira, 4 de março de 2010
SANTUARIO
eis que o sol cor de
prata,
clareia o meu
sertão.
faz brilhar a cascata,
que banha o grotão.
no sertão é assim,
tudo tem seu valor.
nas águas é um
jardim,
cobertinho de flor.
é o mais belo
cenario,
que a mãe natureza
pariu.
esse é o maior
santuario,
que este sertanejo
já viu.
quem não veio nessa
terra,
não entende o meu
sorriso.
em volta dessa serra,
ecnontra-se meu
paraiso.
por Raimundo Sucupira
prata,
clareia o meu
sertão.
faz brilhar a cascata,
que banha o grotão.
no sertão é assim,
tudo tem seu valor.
nas águas é um
jardim,
cobertinho de flor.
é o mais belo
cenario,
que a mãe natureza
pariu.
esse é o maior
santuario,
que este sertanejo
já viu.
quem não veio nessa
terra,
não entende o meu
sorriso.
em volta dessa serra,
ecnontra-se meu
paraiso.
por Raimundo Sucupira
quarta-feira, 3 de março de 2010
GRITO DE UM POETA
o sertão está morrendo,
é grande a devastação.
a caatinga está se
perdendo,
está virando carvão.
a sociedade tem que
lutar,
para conter essa
gente.
senão nós vamos acabar,
como bife na chapa
quente.
o dinheiro fala mais
alto,
para essa gente voraz.
nem mesmo o planalto,
toca essa gente prá traz.
com a força desse
povo,
o sertão vai reerguer.
a beleza voltará de novo,
nessa terra do meu
bem querer.
por Raimundo Sucupira
é grande a devastação.
a caatinga está se
perdendo,
está virando carvão.
a sociedade tem que
lutar,
para conter essa
gente.
senão nós vamos acabar,
como bife na chapa
quente.
o dinheiro fala mais
alto,
para essa gente voraz.
nem mesmo o planalto,
toca essa gente prá traz.
com a força desse
povo,
o sertão vai reerguer.
a beleza voltará de novo,
nessa terra do meu
bem querer.
por Raimundo Sucupira
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Sertão
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
A SECA
no sertão não quer
chover,
é muito grave a
situação.
muita gente vai
sofrer,
com essa sequidão.
o sertanejo é
forte,
não vai se esconder.
essa gente do
norte,
só desiste se vai
morrer.
o sertanejo é um
bravo,
lutando sem parar.
sofrendo como um
escravo,
mas não para de
lutar.
peço a deus que nos
ajude,
a vencer essa
guerra.
não sei como pode,
sofrer tanto na terra.
por Raimundo Sucupira
chover,
é muito grave a
situação.
muita gente vai
sofrer,
com essa sequidão.
o sertanejo é
forte,
não vai se esconder.
essa gente do
norte,
só desiste se vai
morrer.
o sertanejo é um
bravo,
lutando sem parar.
sofrendo como um
escravo,
mas não para de
lutar.
peço a deus que nos
ajude,
a vencer essa
guerra.
não sei como pode,
sofrer tanto na terra.
por Raimundo Sucupira
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
CASA DE BARRO
lagartixa vadiando na
parede,
chocolateira de café
no fogão.
matuto espalhado na
rede,
sinhá maria as voltas
com o pilão.
pássaro preto cantando
no umbuzeiro,
vaca magra espiando
na porteira.
galinha cacarejando no
poleiro,
arroz secando na
peneira.
menino amarrando o
bodoque,
capanga de pedras
redonda.
menina moça cheia de
não me toque,
espantada com o canto
da araponga.
esse é mais um dia no
meu sertão,
de uma beleza sem
igual.
essa terra mora em
meu coração,
merece ser protegida
como cristal.
por Raimundo Sucupira
parede,
chocolateira de café
no fogão.
matuto espalhado na
rede,
sinhá maria as voltas
com o pilão.
pássaro preto cantando
no umbuzeiro,
vaca magra espiando
na porteira.
galinha cacarejando no
poleiro,
arroz secando na
peneira.
menino amarrando o
bodoque,
capanga de pedras
redonda.
menina moça cheia de
não me toque,
espantada com o canto
da araponga.
esse é mais um dia no
meu sertão,
de uma beleza sem
igual.
essa terra mora em
meu coração,
merece ser protegida
como cristal.
por Raimundo Sucupira
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