terça-feira, 8 de setembro de 2026
SONHO
Ainda
ontem,
tive um
sonho.
Sonhei que
no além,
tudo era
risonho.
Era tudo
bonito,
belo de se
vê.
Como foi
escrito,
quem quiser
pode ler.
Se é um
paraiso,
isso eu não
sei.
sei que foi
isso,
que nesse
dia sonhei.
O sonho é
bom,
não custa
sonhar.
revela o
dom,
o que vem
nos mostrar.
por Raimundo Sucupira
VERDADE
Caro Amigo, eu me abalanço a lhes dizer e redizer
que, nós estamos ficando cada vez mais perto do
fim, da destruição total, isso é só uma questão de
tempo, o fato é que este dia esta ficando cada vez
mais perto.
Essa bomba relógio já foi acionada, o tempo já esta
correndo, resta saber o exato momento que essa tal
bomba irá explodir.
Talvez esse momento vai ficando cada vez mais
próximo, essa é uma verdade que não se pode
negar, tudo isso esta bem claro só não ver quem
não quer.
Dito isto, vamos aos fatos, como um cidadão que o
tempo moldou, digamos, dilapidou, venho notando
que as coisas estão tomando um rumo perigoso as
pessoas tendem a fazer o que não deve, isso torna
se visível a cada dia que passa. Esse exemplo nós
já vimos a cerca de dois mil anos atrás quando o
enviado de DEUS o jovem galileu Jesus de Nazaré
este sofreu na pele o reflexo dessas mudanças que
todos sabemos.
Vou ser mais claro, todos sabemos que em nome de
uma certa modernidade contestaram o Nazareno, os
que não queria perder as regalias, o poder, por conta
disso lhes tiraram do caminho, o que esses hipócritas
fizeram? diziam que o Nazareno estava maculando
as leis divina o que era mentira, o que este fazia era
preserva-la.
Ele era o Divino em pessoa, ou seja, em carne e osso
mesmo assim eles procuraram a todo custo desviar a
verdade, desqualificar o seu trabalho em pro do bem
comum.
Dizia que o enviado, o Nazareno não tinha autoridade
para falar das Escrituras, sempre lhes contestava ao
vê-lo pregar nas montanhas ou nos Templos.
Fizeram uso da mentira para jogar o povo contra o
Nazareno e através dessas mentiras conseguiram, o
Nazareno foi parar num madeiro juntamente com os
que tinha cometido crimes de morte e que merecia
tal castigo.
Mesmo sendo inocente ele foi condenado e morto
no madeiro, a maior vergonha da humanidade deu
se no momento do seu julgamento onde o seu
julgador vendo a sou inocência proferiu a frase mais
vil, canalha, que alguém já preferiu na história da
humanidade.
( O que é a Verdade? ) Indagação maldosa, irônica,
vil, canalha, típica de um farsante, de um hipócrita
que não tem compromisso com a verdade nem tão
pouco com o bem comum. Sabendo que estava de
fato, diante da verdade em pessoa, do enviado de
DEUS, mesmo assim preferiu omitir-se diante dele.
( Lembrando do que ele dizia, eu sou a verdade e a
vida, não se vai ao pai se não for através de mim)
Os amigos e amigas devem estar curiosos em saber
o que estou querendo dizer com essa passagem do
Sagrado Evangelho, pois bem, falar-vos ei, tudo é
exatamente igual ao que se passou dois mil anos e o
que acontece agora.
Tem muita gente contestando a verdade, tem muita
gente querendo inventar um meio termo para que se
busque uma outra alternativa, mas não tem, a verdade
é uma só.
Dar-vos ei um exemplo, o que muitos estão a fazer, a
tal da fake news que esta sendo usada nas redes
sociais para tentar mudar a opinião das pessoas, isso
é o contrário da verdade.
Vê-se claramente que a criatura está querendo ser
mais importante do que o seu criador, agora vou
chegar onde quero( A tal da inteligência artificial que
vem dominando os meios sociais, tomando conta da
vida das pessoas.
Tenho amigos que comigo trabalharam em alguns
trabalhos em prol do bem comum, da cultura, meio
ambiente que foram seduzidos por essa tal estrovenga
que não querem mais saber da realidade, estão todos
viajando na maionese, ou melhor na tal da inteligência
artificial isso é muito triste.
Vejo que perdi esses amigos, já não habitam mais esse
planeta, todos a delirar como se fosse zumbis, e eu
fico sem poder fazer nada, todos vivendo em outra
realidade, os que antes faziam trabalhos maravilhosos
de grande valia para a nossa cultura, meio ambiente e
outros mais, agora deliram.
Só faz coisas banais, sem o menor sentido, fico com
vontade de criticar, mas levo em consideração a nossa
amizade, acabo por não criticar esses amigos, não sei
até quando tudo isso vai durar. Diante de tudo isso eu
digo sem nenhuma sombra de duvida, prefiro os meus
amigos de antes, os que lidavam com o real, com a
realidade, não esses que deliram, que vivem feito uma
alma penada ou zumbi.
Estou com muita preocupação por conta disso, tudo é
para mim preocupante pois trata se da perda de meus
estimados amigos, isso é sério pois meus amigos são
para mim uma das joias mais preciosas que existe no
mundo.
Perder um só deles já é uma enorme perda, por conta
disso estou com tanta preocupação, repito, eu quero
os meus amigos de volta, e ver que tudo isso é tão
somente por conta dessa tal modernidade e dessa que
atende por inteligência artificial.
Cá pra nós que ninguém nos ousa, que saudade do
tempo em que não tinha a tal da internet e do tal do
celular, que ninguém vivia com a cara enfiada nesse
abelhudo.
Saudade daquele tempo em que para colocar a prosa
em dia tinha que ir até a casa dos amigos para saber
das novidades. Tudo isso me faz lembrar de algumas
coisas importante que acontecia aqui na minha amada
terra Paramirim.
Tinha dois pontos de encontro dos amigos aqui na
nossa amada terra Paramirim Bahia Brasil esses dois
pontos era onde os amigos se encontrava todos os dias
para colocar a conversa em dia.
O primeiro ponto, o ( Lambedor ) esse era um ponto
que ficava em frente à Igreja do Coração de Jesus,
todos ficava nas calçada da antiga casa de Dona Neca
e seu Cazuza.
O segundo ponto, este ficava na frente do bar do amigo
Dirramos, nas calçadas do (Super Braz) o mercado do
amigo Luiz Barros.
Era nesses dois pontos que os amigos se reuniam para
colocar a prosa em dia todas as noites, com um detalhe
muito importante, no lambedor que ficava em frente à
Igreja do Coração de Jesus era os mais velhos que se
reuniam, o ponto ficava no Braz era os jovens que se
reuniam.
O engraçado era que nenhum desse grupo ia no outro, o
Jovem não ia no Lambedor, o Velho não ia no Braz, era
essa a regra.
Geralmente esses encontros era a noite, das 8 horas a
meia noite, esse encontro era sagrado ninguém falhava
cada um tinha que bater o ponto, quem falhava tinha a
devida cobrança no outro dia. Eu por exemplo, não
falhava uma noite, passava a perna na minha baike
vermelha, ou melhor, na minha bicicleta vermelha que
era uma maravilha e descia da beira da lagoa rumo à
rua.
Quase sempre era um dos primeiros a chegar no ponto
do Braz, que saudade daqueles tempos em que a prosa
era indispensável para manter a boa e velha relação
entre os amigos. Hoje, aboletado em casa pois já não
saio mais de casa por não ter mais para onde ir devido
ao passar dos anos e a maior parte dos amigos já não
estão mais entre nós muitos se foram. Passado mais de
40 anos, os pontos já não existem mais, a maior parte
dos amigos se foram os que restaram quase não tem
tempo ou aderiram à tal da modernidade tudo isso fica
difícil.
Os anos foram passando e as coisas forma mudando e
nada mais ficou como antes, tudo ficou diferente, nada
restou daquele tempo, só as lembranças que guardamos
e nelas nos apegamos.
Como um saudosista estou sempre preservando tudo
aquilo que vivemos no passado isso nos trás um certo
alento, sabemos que tudo aquilo que vivemos ficou pra
trás.
Até mesmo as pessoas, os amigos muitos se foram e já
não estão mais aqui, outros mudaram para outro lugar
e por lá estão a viver.
Por conta disso já não saio mais de casa prefiro ficar
em casa lendo e escrevendo, cuidando do meu Blog e
transmitindo aos moços tudo que aprendi na minha
longa e penosa trajetória tudo isso nos trás um certo
alento à alma.
De modo que, esse é só mais um desabafo desse que
é um saudosista que não se conforma com essa tal de
modernidade que tanto nos assola nos trazendo a tal da
melancolia, contando essas histórias tudo isso acaba
nos ajudando nessa labuta. Paz e bem......
Raimundo Sucupira
terça-feira, 1 de setembro de 2026
MOMENTO
O momento
vivido,
diante do
amor.
O segredo
contido,
diante da
dor.
Quem faz o
suporte,
para se
sustentar.
Diante da
morte,
querendo
ficar.
O segredo
da vida,
é gostar de
viver.
Buscar sempre
a saída,
lutar para
vencer.
Quem segue
esse preceito.
luta com
amor.
Fazendo tudo
perfeito,
vai ser sempre
vencedor.
por Raimundo Sucupira
HIPOCRISIA
Caro Amigo, eu me abalanço a lhes dizer e redizer
que, nunca na história deste pais se viu tanta lorota
sendo contada, tanta hipocrisia, mentem o tempo
todo, essas pessoas só sabe fazer isso, mentem por
qualquer coisa.
Pasmem amigos e amigas, a verdade é o que menos
importa para essa gente, quanto menos a verdade
seja dita melhor, o que lhes importa é lacara e mentir,
isso é o que importa.
Ninguém mais importa com a verdade tudo isso
virou coisa do passado. O que vale mesmo é estar
em evidência, estar na crista da onda, na boca do
povo da internet.
Como diz os mentirosos, o que mais importa é
lacrar é estar na boca do povo, é causar impacto
não importa como seja.
Sé é para estar em evidência vale de tudo até
mesmo mentir, cometer um ilícito nada disso tem
tanta importância como lacar.
Dia desse ao ligar o computador para ver as
noticias do brasil e do mundo, lá estava estampada
numa pagina da globo em letras garrafais, (Globo
homenageia elenco, o elenco de " Ainda estou
Aqui " em Los Angeles ) Ao ler essa manchete não
pude evitar de voltar no tempo.
Este belo filme conta a história do combativo
deputado federal Rubens Paiva este deputado lutava
contra a Ditadura militar que tirou a liberdade do
povo brasileiro.
Tudo isso durou por longos vinte e poucos anos, a
temida ditadura militar, essa opressão veio a matar
todos que se atrevia a levantar a voz contra eles e
seus aliados.
Por conta disso ele foi perseguido e morto, os
militares invadiram sua casa e o levaram na frente
da sua esposa e dos seus filhos,
separando aquela família para sempre, pois ele
nunca mais voltou para casa.
Seu corpo foi enterrado e desenterrado diversas
vezes por agentes da repressão até ter seus restos
mortais jogado ao mar na costa da cidade do Rio
de Janeiro, em 1973.
Dois anos após seu assassinato. Eunice Paiva, sua
viúva lutou durante anos pelo reconhecimento da
responsabilidade do Estado na sua morte, no seu
desaparecimento.
Só depois da redemocratização que as coisas
ficaram mais clara, que ela pode viver em paz com
os seus filhos.
Essa Mulher guerreira criou os seus filhos com
dignidade e respeito, tudo isso sem ver os
assassinos do seu marido ter a devida punição, não
teve julgamento, todos estão ai livres leves e soltos
por ser militares.
Um deles o Coronel Carlos Brilhante Ustra o maior
matador, torturador, o que mais mandou matar foi
homenageado pelo então deputado Jair Bolsonaro na
Câmara no exato memento da cassação da nossa
presidente Dilma.
Agora esses mesmos golpistas tentaram da o golpe
novamente, o Bolsonaro lhes colocou dentro do seu
governo e lá tramaram, armaram e quase deram o
golpe novamente, se não fosse o pulso forte do
Presidente eleito e o STF eles teria alcançado o seu
objetivo novamente. Mas voltando à homenagem, a
globo tenta enganar a todos com essa homenagem
que faz ao filme e ao seu elenco.
Vou refrescar a memória dos que estão se fazendo de
desentendido, a globo, o estadão, a folha de são
Paulo, todos estiveram ao lado dos militares no golpe
que deram em 1964, todos sabemos disso.
A globo vem com a maior cara de pau fazer tudo isso
tão somente para tentar engar o povo.
Como se fosse contra os golpistas, a sua mentira
chega a ser vergonhosa.
A globo pensa que ninguém sabe o que ela fez no
verão passado, ou melhor, na ditadura, o seu dono o
o senhor Roberto Marinho era um que deu todo apoio
aos golpistas, a verdade é uma só.
Até hoje esse grupo apoia os golpistas como faz agora,
armando, tramando contra a esquerda, o PT, o Lula e
os seus aliados, em fim, o seu governo.
Agora vem armar novamente contra o filho do Lula
tentando colocar o filho do Lula como vilão, culpado
no tal roubo do INSS, a PF já disse que o filho do não
tem nada a ver com o caso, mas a globo insiste em
culpar o filho do Lula.
A globo não fala nada sobre o roubo dos aposentados
do Rio de Janeiro praticado pelo grupo comandado
pelo filho do Bolsonaro o Flávio Bolsonaro, o seu
comparsa o Claudio Castro fez tudo isso juntamente
com o tal banqueiro dono do banco Master e a globo
não fala nada, não cobra a verdade.
Para lembrar aos desavisados, os que tem a memória
fraca, os que não se lembra ou que não quer lembrar,
mas que faço questão de lembra-los.
Quem não se lembra do que a globo fez na tal lava
jato? para atrapalhar a candidatura do Lula a globo
mostrava todos os dias reportagens mostrando uma
suposta fortuna do filho do Lula.
O que a globo mostrava? a globo mostrava uma
ferrari de ouro dizendo ser do filho do Lula, a globo
mostrava a Friboi dizendo que essa era do filho do
Lula, a globo mostrava a Oi uma empresa de telefone
dizendo ser do filho do Lula, a globo mostrava três
enorme fazendas com milhares de cabeças de gado
dizendo ser do filho do Lula, ao final todos vimos que
era tudo mentira.
Com um detalhe muito importante, até hoje nenhum
deles vieram à público e pediram desculpas nem ao
filho do Lula nem ao Lula pelas calunias, pelas suas
mentiras.
Agora, recentemente a globo tentou fazer o mesmo
ao montar um powerPoint mentiroso dizendo que o
Lula era o líder que comandava as mazelas do tal do
banco Master, que o Lula era o grande aliado do tal
banqueiro.
A mentira foi tão grande, vergonhosa que ela teve que
vir à público dizer que se equivocou, que aquilo não
era verdade sem pedir desculpas ao Lula.
Essa onda de pesquisas feita nos redutos da direita
cujo o objetivo é boicotar o governo e o Lula, dizendo
que o Lula está fraco, que ele não pode mais se
candidatar, é tudo uma armação para a direita fascista
tentar voltar ao poder.
Eles os empresários da faria lima compraram os
institutos que faz pesquisas e faz essas pesquisas nos
redutos da direita, no sul, onde vivem os anarquistas
estrangeiros que vieram morar aqui no Brasil e que
não votam na esquerda.
Esse mesmo grupo liderado pelo Bolsonaro que a
globo fabricou lá atrás, pois foi a globo quem o
laçou como candidato à presidência como terceira
como terceira via, alternativa ao Lula.
Depois saiu do meio como se não fosse com ela, é
sempre assim, ela faz as coisas e depois sai de
fininho como quem não tem nada a ver com o que
aconteceu.
Mas ninguém é idiota, é só olhar os anais da história
ver o que se passou no passado, eu que sou um dos
militantes da esquerda, que lutou contra
esses golpistas, jamais iria pensar que a globo fosse
fazer isso, com essa cara de pau. Pousar de estadista,
de ser contra a ditadura, tudo isso mostra que a globo
não tem limites.
É capaz de tudo para tentar enganar a sociedade e o
povo, tudo isso é muito triste nos faz ver o quanto
que essa mídia, essa imprensa vendida, golpista, esta
se articulando para levar o povo a mais um erro
político.
Todos sabemos o que que essa direita fascista fez ao
chegar no poder, não defendeu os interesses do povo,
da coletividade, deu todos benefícios aos seus lacaios
e financiadores os grandes empresários do agro, tudo
que tinha de bom.
Os que mais precisavam ficaram entregue à própria
sorte, essa gente ganhou muito dinheiro sem nos dar
nada em troca, tão somente promessa, tiraram de nós
tudo que puderam. Agora eles querem voltar com a
ajuda dessa mídia, dessa imprensa golpista que tentam
a todo custo enganar a sociedade, o povo novamente,
os enganadores de sempre.
Por isso é bom o povo se precatar e colocar as barbas
de molho, pois é o nosso futuro e da nova geração que
esta em jogo, não se pode mais errar.
Essa imprensa golpista, vendida, que tanto mal nos tem
feito, que mente e que arma, trama, tenta colocar a
sociedade, o povo contra o governo, governo este que
é o defensor dos mais pobres, que acode os mais pobres
lhes dando o apoio nas suas aflições, que lhes tirou do
mapa da FOME, da FILA do OSSO, que os golpistas,
essa direita fascista tinha lhes colocado novamente, é
bom essa a sociedade, o povo ficar atento. Essa gente
do mal está à espreita, estão tentando voltar novamente,
tão somente para se dar bem, são capaz de vender à
própria mãe, pois essa gente não são capaz de nutrir
nenhum sentimento de amor ao próximo, eles não tem
respeito por ninguém.
Eles só pensam neles, na sua conta bancária, basta ver
o que eles juntaram ao longo da carreira política sem
ter trabalhado em nenhuma empresa juntou uma grande
fortuna.
São mais de 51 imóveis, tudo comprado com dinheiro
vivo, sem declarar, não entra na cabeça de ninguém que
com o salário de vereador, de deputado, de senador e até
de presidente se junta uma fortuna dessa. Mas a família
Bolsonaro juntou, e tem a cara de pau em chamar o Lula
de ladrão, para os que concordam com eles é só fazer a
comparação, ver os bens que a família Bolsonaro tem e
o que a família Lula da Silva tem. Repito, se essa direita
fascista voltar ao poder novamente tudo poderá
voltar, pois eles não estão nem ai para os pobres, eles só
querem é se dar bem e os outros que se dane, só não ver
quem não quer. Paz e bem.....
Raimundo Sucupira
terça-feira, 25 de agosto de 2026
TRAIÇÃO
Nesse mundo tem
de tudo,
é vivendo e
aprendendo.
Tem quem se faz de
mudo,
tem quem sai se
vendendo.
Essa é uma grande
verdade,
que não se pode
negar.
Tem quem por pura
maldade,
o seu pais quer
entregar.
Tudo isso esta bem
claro,
só não ver quem não
quer.
Essa gente sem
preparo,
o seu pais quer
vender.
Está na hora da
reação,
não se pode ficar
calado.
Essa gente sem
noção,
tem que ser bem
enquadrado.
por Raimundo Sucupira
SEM MORAL
Caro Amigo, eu me abalanço a lhes dizer e redizer
que, não tem algo mais degradante que a vida de um
Cidadão cuja a moral é duvidosa, que não presa por
este Preceito de suma de suma importância para um
homem em meio à sociedade.
Algo que não se compra, coisas que vem do berço,
exemplo que não se adquire em meio à sociedade,
mas no seio da família, pois os pais são o espelho
para os seus Filhos e filhas.
É no seio da família que se aprende coisas que em
meio à sociedade não se aprende, coisas que só os
pais que nos ensina.
Eu sou a prova viva desses ensinamentos, pois até
os dias de hoje preservo tudo aquilo que meus pais
ensinaram-me lá atrás, na minha saudosa infância e
que inda preservo.
Faço questão de deixar isso bem claro, jamais irei
abrir mão disso, haverei de preservar tudo isso até
o dia em que sair de cena.
Tenho, ainda hoje, convicções de que nessa minha
observância persistente que o segredo feliz, não só
das minhas experiências como escritor, poeta, como
também da Realidade em que vivemos.
Vemos com muita tristeza que, a cada dia que passa
as pessoas vão ficando mais distante desses grandes
preceitos, o caráter, a moral, a palavra, o respeito, o
bem comum, tudo isso com o passar dos anos vão
ficando de lado. Com a chegada das tais redes sociais
tudo ficou visível, a falta de respeito para com os seus,
já não se tem mais diálogo entre as pessoas dentro de
casa, é cada um no seu celular e que se dane os outros.
Em tão breve trajeto cada um há de
acabar a sua tarefa, com que elementos? Com os que
herdou, e os que cria. Aqueles são parte da mãe
natureza, estes, a do trabalho que dignifica o homem
e a mulher. Mediante a todas essas minhas criteriosas
Observâncias faço uso das palavras de um grande
intelecto, ele sempre dizia nas suas falas em meio à
sociedade ( A parte da natureza varia ao infinito. Não
há, no universo, duas coisas iguais, muitas se parecem
umas às outras. Mas todas entre si diversificam. Os
ramos de uma só árvore, as folhas da mesma planta,
os traços de uma polpa de um dedo humano,
as gotas do mesmo fruído, os argueiros do mesmo pó,
as raias do espectro de um só raio solar ou estrelar.
Tudo assim, desde os astros, no céu, até os micróbios
no sangue, desde as nebulosas no espaço, até aos
aljôfares do rocio na relva dos prados. A regra da
igualdade não consiste senão em quinhoar
desigualdade aos desiguais, na medida em que se
desigualam. Nessa desigualdade social,
proporcionada à desigualdade natural, é que se acha
a verdadeira lei da igualdade.
O mais são desvarios da inveja, do orgulho, ou da
loucura. Tratar com desigualdade a iguais, ou a
desiguais com igualdade, seria desigualdade flagrante
e não igualdade real.
Os apetites humanos concebam inverter a norma
universal da criação, pretendendo, não dar a cada um,
na razão do que vale, mas atribuir o mesmo a todos,
como se todos se equivalessem) Diante da degradação
da Moral e dos bons costumes, de tudo que sustenta à
sociedade, pois a sociedade para se manter de pé é
preciso que se cumpra alguns requisitos, dentre eles o
respeito às Leis.
Todos estamos vendo o que se passa no pais, o nosso
Judiciário que é o guardião da Constituição está sob
ataque, um grupo de extrema direita fascista que faz
uso do santo nome de DEUS em vão, da família, do
Patriotismo, coisa que não é verdade, pois o que
eles fazem é exatamente o contrário. Esse grupo que
é nefasto faz de tudo para semear o ódio, o medo em
meio à sociedade, o negacionismo é o seu lema, eles
vão de encontro a tudo que diz respeito ao bem
Comum.
Para eles o quanto ruim melhor, eles se
deleitam com a desgraça dos outros, imagine o que
eles fizeram, os seus representantes os deputados e
senadores em pleno congresso nacional fizeram uma
verdadeira festa para comemorar as queimadas que
estão acontecendo no Brasil e que tem o dedo dos que
lucram com a devastação da natureza.
Eles estão torcendo para o Brasil pegar fogo, fazem
a maior festa por conta dos incêndios, e ainda tem a
conta dos Incêndios, e ainda tem a cara de pau em
dizer que são patriotas.
Essa mesma gente, esse mesmo grupo cometeram a
pachorra em ir aos Estados Unidos para apoiar as tais
tarifas que o Trump impôs ao Brasil, o filho do líder
foi morar lá só para tramar contra o pais.
Agora o que é candidato à presidência foi lá dizendo
que iria entregar as nossas terras raras, que tudo seria
entregue se fosse eleito presidente. Esse mesmo grupo
nas suas manifestações faz questão de ostentar a
bandeira dos Estados Unidos e de Israel como se fosse
mais importante do que a nossa.
Não da para entender como um grupo de fascistas que
querem entregar o nosso pais aos Estados Unidos tem
o apoio de muita gente, isso não entra na cabeça de um
cidadão de bem que ama seu pais.
Com mais de 48 anos de vida pública é a primeira vez
que vejo isso acontecer, nem no tempo da ditadura vi
isso acontecer, como uma pessoa que se diz patriota
tenta entregar o seu pais.
E o que é mais grave, com o apoio de muita gente, os
que se diz cristãos, temente à DEUS, pessoas que estão
fazendo uso da fé alheia para promover o ódio, o medo,
a separação, tudo isso é surreal.
A hora da verdade esta chegando, a hora da escolha se
faz necessário, separar o joio do trigo, o bem do mal, a
verdade da mentira, os bons dos maus, isso não é difícil
é só fazer uso do bom senso, da responsabilidade. Essa
gente do mal não pode mais ditar regras, tentando vender
o nosso pais como se fosse miçangas cintilantes sem
nenhum valor.
Só para lembrar aos desavisados, os que acham normal
o que esses falsos patriotas estão fazendo, ao tentar
entregar o nosso pais, lá nos Estados Unidos já vi gente
ir para a cadeira elétrica por bem menos que isso, é só ir
nos arquivos.
Não só nos Estados Unidos, mas em vários outros países
que presa pela sua soberania.
Eu só vejo isso aqui no Brasil, um grupo de traidores ter
o apoio de tanta gente, isso não entra na cabeça de quem
tem o mínimo de respeito pelo pais em que nasceu, em
que vive.
Por todos os lugares em que se anda se vê alguns deles a
ostentar as cores da nossa bandeira, o verde e amarelo, o
nosso orgulho, mas que devido a essas banalidades torna
se motivos de chacota.
Mesmo assim eles continuam a semear essa semente do
mal em meio à sociedade, corroendo a mente de muitos
desavisados que estão embarcando nessa canos furada e
não se dão conta do enorme perigo que essa gente do mal
representa.
A mídia que deveria alertar a população desse perigo não
fala nada, estão mudos no tocante a esses aloprados, nada
falam, muito pelo contrário, tem muitos jornalistas que
apoia o que eles faz.
Tem grandes emissoras por trás deles lhes dando suporte,
pois quase todas estão em mãos dos empresários da tal
faria lima, para ser mais claro, a mídia brasileira foi parar
nas mãos dos empresários.
Para se ter a dimensão da bramura, até os institutos que
faz as tais pesquisas foram comprados por esses grandes
empresários, só fazem o que eles querem, o que lhes
interessa a maioria dessas tais pesquisas são forjadas, o
resultado é o que eles querem que seja dito para tentar
enganar o povo.
O que é mais triste ainda é ver que tem muita gente que
apoia tamanha desventura, tamanha falta de respeito ao
nosso pais, à nossa soberania, é preciso dar um basta
nessa falta de respeito ao nosso pais, a nossa soberania.
De modo que, cabe à sociedade a missão de por um
final nessa onda de negacionismo, de ódio, de medo, de
mentiras, que vem causando tanto mal ao pais, e que não
nos levará a lugar algum, só nos causará o mal, tudo isso
tem que ter um final. Que o bem acabe por vencer o mal,
é isso que nós esperamos. Paz e bem....
Raimundo Sucupira
terça-feira, 18 de agosto de 2026
PAPEIS
Uma caneta na
mão,
uma história na
cabeça.
A voz do
coração,
que a tristeza
desapareça.
A vida de um
poeta,
não é uma
brincadeira.
Joga fora o que
não preta,
não escreve
besteira.
Não gosto de
inventar,
só escrevo o
que penso.
Eu tenho que
vos falar,
a verdade não
dispenso.
A minha poesia
é clara,
não goto de
rapapés.
Ao ler ela sé
acalma,
esta deitada aos
papéis.
por Raimundo Sucupira
TREM DE RISCO
Caro Amigo, eu me abalanço a lhes dizer e redizer
que, contar uma história é bem melhor do que viver
na expectativa do que vai vir no presente, pois não
sabemos o que vai vir, a história não, já aconteceu,
nós já vivenciamos.
Como já vos contei antes, na crônica passada, dessa
vez vou lhes contar mais uma das inúmeras que nós
ouvimos na nossa ida à casa do seu Zé de Leoncio
na aldeia do Cafundó.
Trata-se de uma figura muito engraçada, ele fala de
uma maneira única, nunca vi alguém falar como ele
em Paramirim, é único, é muito engraçado ouvir ele
falar.
Para os que não se lembram da história que contei
na crônica passada eu contei a história do talão de
cheque que o seu Zé nos contou, dessa vez contarei
a da visagem.
Muito bem, vamos à história, contava-me ele, uai
seu Remundo! esse causo é cabeludo! medonho! o
caso é cabuloso por demais sô! conta logo seu Zé!
que história cabulosa e essa? pois é seu Remundo!
não sei se conto não! conta seu Zé! louco para que
o dito cujo contasse logo! pra minha tristeza pegou
uma binga, precisamente um boga, para os que não
conhece a boga é um isqueiro muito usado na roça
para acender o cigarro de palha ou o cachimbo para
pitar.
A boga é feito do chifre de boi, ou de cabra, corta se
o chifre coloca uma bucha de algodão dentro do
chifre soca bem socado, corta um pedaço de lima, e
um pedaço de pedra fígado de galinha, a pedra que
estou falando é uma pedra marrom muito parecida
com o fígado de galinha.
Faz uma tampinha com um pedaço de cabaça e o
amigo tem uma boga pronta para fazer fogo, tudo
isso sem precisar fazer uso do combustível, muito
menos energia.
Muito bem, só depois que pegou o fumo e a palha
na algibeira da calça de algodão riscado que vestia
e cortado o fumo e a palha de milho, feito o cigarro
acendido o dito cujo ele não voltou ao assunto, ou
seja, a história.
Depois de uma longa baforada, saindo uma fumaça
dos diabos, o dito cujo não falou nada, já atordoado
com aquele fumacê ele resolveu contar a história tão
esperada.
Colocando o cigarro num lado da boca começou, o
senhor num acredita! a coisa é medonha sô! foi na
noite de lua cheia! na quaresma! o azeite que a muiê
colocava da candeia tinha pifado! ai eu fui buscar o
tá azeite na venda na Tabua! fui no quintá! peguei a
mula baia que costumava montá! a danada comia no
munturo! fui lá! passei a corda no pescoço da mula
trazendo a danada pro terreiro! botei o arreio! o meu
emborná! passei a perna na danada e rumei pra dita
venda! há seu Remundo! nem te conto! não demorou
e foi uma ribuzana danada! logo que cruzei o riacho
a mula começou a rifugar! a danada queria por que
queria me jogar no chão! tive que partir pra destreza!
sapequei o pé no subaco da danada! a danada tinia o
dente! e eu em cima! seguro na corda feita de caruá!
essa não faia nunca! aguenta firme! num quebra! não
nega fogo! depois de muita labuta! a danada pegou o
rumo! ai eu pensei que a coisa tinha acabado! há seu
Remundo! nem ti conto! na vorta grande! perto da
pedra do sino! a coisa piorou! ficou cabulosa! o
animá oio pra frente! quando eu oiei também eu
vi uma coisa do outro mundo! bem no meio da dita
estrada uma livuzia! a dita cuja era redonda! não se
via perna! nem tão pouco cabeça! um trem do outro
mundo! pensei cum migo! é hoje que a égua corre
cum a sela! o cabuloso fungava de lá! e a mula
fungava de cá! e eu em cima da danada recorrendo
as oração! no lado da estrada tinha um mulundú! a
livuzia correu pra cima do tá mulundú! roncando
feito barrão inteiro! uma tribunaza que nunca tinha
visto! a essas artura a mula já tinha se acarmado um
pouco! mas ainda tava arisco! meti o pé no vazio
da mula! a danada arribou o cabo e pernas pra que
ti quero! só foi parar na frente da venda! ai eu tive
que contá o ocorrido pros amigos que tava na venda
queimando a guela! foi uma bramura dos diabo! foi
grande o alarido! o cumpade migué que tava lá disse
cumpade nois vamo junto! bateu a mão no colino
marté que tinha na cintura! o dito cujo tava amolado
feito navaia! nois vamo pegar o mardito! ele vai vê
cum quanto pau se faz uma cangaia! vai aprender a
respeita um cabra retado! eu disse pro cumpede! uai
cumpede! num precisa não! eu dô conta disso! uai!
num precisa o cumpade se apoquentá! num precisa
não! pequei o lata cum a querosene amarrei na sela
e passei a perna voltando sem demora, pois a Zifa
tava quase no breu! a carreira foi grande! quando
cheguei no dito lugar! esperando dá de carta com a
livuzia novamente! qual nada! nem sombra na dita
cuja! nem o animá se deu conta! foi uma toada só!
passamo ligeiro! sem oia pra trás! uma toada só! o
riacho ficou logo pra trás! não demorô e escanchei
no terreiro! pequei o emborná cum a lata de
querosene entrando aos borbotões para vê se tava
tudo bem! a Zifa ficou agastada cum aquela gastura
da minha parte indagando! o que tu tem home! tu
viu um trem do outro mundo! hum! o pior é que vi
mermo! ai seu Remundo! catei a Zifa levando pro
canto escondido dos menino e contei o ocorrido! a
Zifa foi direto pro oratório fazer as oração! dizendo
pra mim pode de ser a tá mula sem cabeça! nois
tamo na semana santa home! foi ela! a dita cuja! o
aviso foi dado! não se deve sai de casa nessa época!
tem que respeitá! pelo sim pelo não! não andei mais
de noite! só durante o dia! até que acabou o tempo
da quaresma! desse dia pra cá nunca mais andei a
noite no tempo da quaresma seu Remundo! aprendi
essa lição! essa foi a história do trem que eu e a
mula topamos de frente! ai vendo que a história já
tinha findado, percebendo que ele tinha falado de
dona Zifa lhes indaguei onde está a dona Zifa seu
Zé? foi logo dizendo há seu Remundo! nem lhe
digo! a Zifa viajou! uma viagem demorada! ela foi
pro Paraná! tem um fio nosso o do meio! que foi
morá lá! bem longe de nois! lá casou e já tem uns
fios! ai a Zifa como ele não quis mais vortá a zifa
foi lá vê eles! ai eu tô por aqui se virano! não posso
sai pra nada, a criação tem que ser cuidada! não é
bom tudo mundo sai de uma vez não é mermo? eu
tive que concordar.
Foi ai que lembrei-me do café que ele fez da outra
vez que vim aqui, a dona Zifa já tinha viajado, ele
estava só na ocasião.
Com o material farto em mãos parei de filmar, não
precisava de mais nada, já tinha o material que eu
precisava. Dessa vez não esperei ele me oferecer o
café pois sabia que ele estava só em casa, eu não
queria lhes dar esse trabalho. ao ver que a hora era
alta despedi-me dele prometendo voltar depois pra
mais um dedinho de prosa e ouvir mais uma bela
história. Dado que, essa foi mais uma das histórias
que ele nos contou e que estou a lhes contar agora,
lhes prometo contar mais algumas que ainda tem e
que vos contarei na próxima vez. Paz e bem...........
Raimundo Sucupira
terça-feira, 11 de agosto de 2026
RAZÃO
Tudo nesse velho
mundo,
tem a razão de
ser.
No fundo do
fundo,
todos tem que
saber.
Não sé pode
dizer,
que tudo esta
errado.
Não sé pode
aprender,
sé não nos for
ensinado.
Tudo tem o eu
dia,
sem contar com
a hora.
Aquele que não
sabia,
fica sabendo
agora.
Não se pode
dizer,
que a vida é
ruim.
O que é bom
pra você,
poderá não ser
pra mim.
por Raimundo Sucupira
CAMADA DE PAU
Caro Amigo, eu me abalanço a lhes dizer e redizer
que, a história é uma das coisas mais importante
da vida de um homem e de uma mulher, pois essa
significa tudo que aconteceu em nossas vidas, isso
não tem preço.
É por pensar dessa maneira que faço de tudo para
preservar a minha história, a minha memoria, tudo
que já me aconteceu no passado.
É por essas e outras que abracei esse projeto de
contar as inúmeras historias que aconteceu nessas
bandas do meu sertão. Devido às bramuras que
vem acontecendo no mundo inteiro deixei de vos
contar essas histórias por um bom tempo, mas que
volto a lhes contar agora.
Dar para conciliar as duas coisas, por isso vou lhes
contar uma que me aconteceu nos tempos idos, lá
por volta dos anos 70 ainda na flor da idade, com
10 para 11 anos.
A época mais bela e feliz da minha vida, coisas
que só agora muitos anos passado é que damos a
divida atenção.
Vamos aos fatos, ou seja, a história, o que ocorreu
naquela época, tudo sem tirar nem por, tão somente
a verdade dos fatos.
Meu pai tomava conta de uma pequena fazenda da
minha tia que foi morar em São Paulo, ela era
esposa de seu Nonô um dentista que morava aqui
em Paramirim. Pois bem, vamos a história, ainda
criança não trabalhava o único trabalho que fazia
era levar a comida para meu pai na roça ao meio
dia.
Meu pai tinha vários trabalhadores que fazia roça
com ele, dentre eles tinha um o Iozinho um sujeito
que comia uma agua das boas, mas que era um
sujeito muito trabalhador, plantava roça grande e
muito bem cuidada. Ele morava numa casa perto
da lagoa em frente à dita fazenda que meu pai
tomava conta, eu costumava brincar com um dos
seus filhos o Chico que era da minha idade, eu ai
lá brincar com ele. Naquela época não tinha agua
encanada nas casas nem energia elétrica nas casas
as pessoas tinha que buscar agua no rio ou na
lagoa, a luz era na candeia.
pois bem, o pai do Chico mandou ele buscar agua
na lagoa e depois ir na venda de Salvador buscar
querosene para colocar na candeia para iluminar
a casa.
A dona Maria já tinha reclamado que a dita cuja
tinha acabado e precisava buscar na venda onde
tinha a caderneta.
Para os que não conhece a caderneta é uma conta
que só paga no final do mês, no interior ainda tem
a dita caderneta em certas vendas.
Como todo menino é atentado por uma boa
brincadeira, cheguei lá e chamei o Chico para
brincar e o Chico esqueceu de cumprir a tarefa
que seu pai lhes mandou fazer, jogava bolinhas
de gude ao terreiro na maior alegria, eis que de
repente chega o seu pai, ele parou em meio ao
terreiro e olhando para o Chico lhes indagou, a
tarefa que mandei você fazer você cumpriu? foi
buscar a agua na lagoa? foi buscar a querosene
na venda? o Chico respondeu não! porque você
não foi? respondeu esqueci! hum! Iozinho olhou
demoradamente para o Chico, depois de olhar
bem para o Chico ele lhes indagou novamente,
tú é homem Chico? o Chico respondeu, não! e o
que tú é Chico? o Chico respondeu, moleque! ai
a madeira cantou no lombo do Chico, tá! tá! tá!
tá! o cinto era daqueles de couro bem largo, o
Chico saiu com o coro quente.
O coitado do Chico desceu aos borbotões rumo
à lagoa sem olhar para trás eu fiquei meio sem
graça em meio ao terreiro com as bolinhas de
gude em mãos.
A camada de pau foi tão grande que o Chico foi
dormi no mato naquele dia, desse dia em diante
o Chico nunca mais deixou de cumprir as tarefas
para brincar.
Toda vez em que eu lhes chamava para brincar o
dito cujo falava depois que eu cumprir as tarefas
eu vou.
De vez em quando eu gozava dele e ele virava
uma fera, dizia é porque a surra não foi em tu
infeliz! era aquela gozação, o Chico era baixinho
atarracado, valente, corria atrás dos meninos a
xingar.
Depois de muitos anos trabalhando com o meu
pai o Iozinho foi embora para São Paulo nuca
mais voltou, passado mais de 50 anos ainda me
lembro dessa história, daquela gente, daqueles
amigos.
De vez em quando recolho-me num canto faço
uso das paginas da mente, revirando os
alfarrábios da mente e relembro de tudo aquilo
que aconteceu-me no passado, os amigos que
há muito não os vejo, bate uma saudade danada.
Travando uma longa e penosa peleja com essa
tal modernidade ainda não acostumei com essa
enorme perda.
A minha saudosa infância, tudo aquilo nos faz
tanta falta, só agora passado mais de 60 anos
vejo o quanto erámos felizes, que tudo aquilo
já não é mais possível, coisas que não voltam
mais. Precisava-se de tão pouco para ser feliz,
a simplicidade das coisas, mesmo assim se era
feliz, não existia essa tal melancolia, essa tal
correria, tudo era tranquilo, sem estresse, tudo
era calmo, tranquilo.
Agora nesses tempos modernos a coisa é bem
diferente, a correria, o estresse, já não se tem
mais tempo pra nada, tudo isso me é estranho,
não consigo acostumar-me com isso, não gosto
nada disso.
Como um bom saudosista prefiro aqueles
velhos e bons tempos, era bem melhor, não era
corrido como agora, tudo era calmo, tranquilo,
era só paz e amor, cada um respeitava o tempo
do outro.
Agora não, a cobrança é grande, fica todo mundo
de olho um no outro, qualquer vacilo a cobrança
é certeira, a critica não demora a chegar, isso nos
deixa com a pulga atrás da orelha, às vezes não
fazemos algo por medo das criticas, com medo
de não agradar os outros.
Tudo isso acaba por atrapalhar a nossa vida, o
que acaba em fracasso, não por sermos fracos,
mas por excesso de prudência, tudo para não ser
criticado.
Sem duvida tudo isso acaba por atrapalhar nossa
vida, depois das redes sociais isso ficou ainda
pior, qualquer coisa que você faz ou fala logo
vem a enxurrada de criticas. Não se pode errar,
tudo tem que ser muito bem calculado, tudo tem
que ser muito bem feito. Fazendo uso de um
velho chavão( se correr o bicho pega, se ficar o
bicho come) o fato é que, não se pode vacilar, a
coisa tem que ser muito bem feita, quem erra é
fulminado.
Tudo isso acaba por contaminar as pessoas, os
que queria fazer as coisas acaba por não fazer, o
medo das criticas não lhes deixa realizar certos
sonhos, o medo acaba por sobrepor aos sonhos.
Mas como sou teimoso, não desisto nunca, não
tenho medo das criticas, continuo a fazer o que
gosto que é contar histórias, mesmo sabendo o
risco que corro de receber criticas. Sei que tem
os que gostam e os que não gostam de ouvir as
histórias que contamos, no entanto, não vai ser
por conta de criticas que vou parar de fazer o
que gosto.
Por isso peço aos que porventura acham que é
demasiadamente o que faço, que tenha calma e
veja o lado bom das coisas, que ouvi uma boa
história de vez em quando nos trás um pouco
de alento a já tristonha e conturbada alma. Na
vida tudo tem que ser levado em consideração,
nada pode ser descartado, nem mesmo as
criticas, pois elas poderão nos ajudar a rever
certos conceitos, ou seja, mudar para melhor o
que fazemos.
É por essas e outras que abracei esse projeto
em contar essas histórias que nos aconteceu no
passado, tudo isso acaba por dar uma pequena
contribuição para com a sociedade moderna
que não conhece certas coisas. Nota-se que os
moços não conhece muitas coisas que para nós
no passado era comum, normal, mas que agora
é novidade.
Assim como as coisas que acontece agora, na
modernidade são para mim estranha, coisas que
não consigo me acostumar, para esses moços o
que aconteceu no passado também lhes é
estranho.
O que é positivo em todo isso é que um acaba
por ajudar o outro, o velho e o novo um ajuda
o outro e ao final tudo acaba bem, todos ficam
felizes.
Vale ressaltar que, infeliz daqueles que não
tem uma história para contar, esse equivale a
uma folha seca que vaga ao vento do sem rumo
ou direção. Por conta disso que sempre lutei
para preservar essas memorias, esses preceitos
que fizeram parte de nossas vidas lá atrás e que
jamais poderá ser esquecido. Faço questão de
vos dizer que, a minha memoria é um arquivo
vivo, tenho muito o que contar, são muitas as
histórias que haverei de vos contar logo adiante
no momento oportuno.
Enquanto isso, vão curtindo essa do meu amigo
Chico, o menino que por conta da brincadeira
esqueceu de cumprir a tarefa que o pai lhes
confiou, que isso sirva de lição aos moços, as
obrigações vem sempre em primeiro lugar, as
brincadeiras vem depois. é assim que as coisas
funcionam.
De modo que, depois daquele acontecimento eu
aprendi uma lição, jamais deixar para depois o
que temos que fazer agora, nunca levei um cinto
no lombo, no máximo uma Carraspana, sempre
fui um menino obediente. Paz e bem.......
Raimundo Sucupira
terça-feira, 4 de agosto de 2026
MÁ CONDUTA
Entre uma pinga
e outra,
o pensamento.
A poesia nos
mostra,
a grandeza do
momento.
Um poeta que se
presa,
não brinca com a
poesia.
Não escreve com
pressa,
nem tão pouco
com hipocrisia.
O que vem do
coração,
é o que vai para o
papel.
Não importa o
refrão,
sé amarga feito
fel.
Na poesia se fala
do amor,
das coisas
maravilhosa.
Também se fala da
dor,
de muita coisa
misteriosa.
por Raimundo Sucupira
CAVALO BAIO
Caro Amigo, eu me abalanço a lhes dizer e redizer
que, as lembranças é o maior e mais precioso dos
tesouros que um homem pode guardar, este grande
tesouro que as traças não come, os ladrões não
Roubam, em fim, este importante tesouro dura para
sempre.
Nem mesmo a falta da liberdade faz com que tudo
isso seja interrompido, mesmo preso o homem tem
as suas lembranças preservada.
Eu costumo dizer nas minhas crônicas que o homem
que não preserva a sua história, que não zela pela
memoria este equivale a uma folha seca a vagar ao
sabor do vento sem rumo e direção.
É por pensar dessa maneira que faço questão de ter
tudo isso muito bem preservado, guardado dentro
da minha cachola muito bem guardado, de vez em
quando vou lá e pego.
Quando sou acossado pela melancolia que aparece
para nos assombrar nesses tempos modernos apelo
para essas lembranças que estão lá muito bem
guardada. Sessenta e poucos anos passado do meu
nascimento recolhido no meu lar, pois não gosto de
sair muito de casa, prefiro ficar na tranquilidade da
minha casa para escrever as minhas crônicas e as
poesias.
Principalmente agora que o meu netinho Otto
Antônio chegou para alegrar a nossa família, agora
que não saio de casa mesmo.
Dia desse recorri a esse valioso tesouro que guardo
com muito cuidado, depois de revirar os alfarrábios
da mente dei de cara com uma passagem muito boa
que guardo muito bem.
Lá pelos idos dos anos sessenta precisamente 65, a
casa antiga donde morávamos, meu pai, minha Mãe
eu e meus irmãos e minhas irmãs. Lembro-me como
se fosse hoje, a dita casa ficava na beira da lagoa, o
lugar donde nasci, a dita casa ficava na beira da
estrada.
Casa grande de adobe, calçada de pedra, não tinha
o cimento o piso era de chão batido, pois o cimento
era para os ricos e o meu pai não era um homem de
muita posse.
A dita calçada de pedra tinha enormes lajes que era
muito bem colocada cobrindo toda a calçada de fora
a fora, uma maravilha para se sentar, eu costumava
fazer isso com frequência. Principalmente nas noites
de lua cheia quando todos da casa sentava na calçada
para contar histórias, era uma maravilha escutar essas
histórias.
Muito bem, por volta de 1965 com 5 para 6 anos, eu
lembro bem de uma figura fantástica que quase todos
os dias passava lá em casa para beber café e poder
prosear com o meu pai. Essa figura era um homem
muito importante da cidade, comerciante, político, o
homem chamava Gentil Vieira, uma figura muito boa
e importante.
O Gentil Vieira tinha uma fazenda num lugar muito
importante, essa fazenda era chamada de cerca de
burro, a dita fazenda ficava na estrada do grama, um
povoado muito importante em Paramirim, o recanto
donde nasci.
Ainda menino, repito, com 5 para 6 anos ficava a
sua espera, eis que de repente ele aparecia montado
no seu cavalo baio, parava ao lado da calçada, descia
do cavalo e amarrava o dito cujo num mourão que o
meu pai colocou ao lado da calçada. Eu ficava feliz
em ver aquele belo alazão cuja a sela tinha uma
linda estrela de prata, a dita cuja brilhava ao sol com
muita frequência.
Eu ficava maravilhado vendo tudo aquilo, coisas que
só as crianças sentem na sua inocência, enquanto isso
o Gentil Vieira coloca a prosa em dia com meu pai a
tomar um cafezinho fresco.
Depois do café aproveitava para o rapé que meu pai
fazia para o seu uso no dia a dia, rapé cheiroso pois
continha bonina.
O meu pai fazia o próprio rapé que usava, comprava
o fumo de rolo na feira que funcionava na praça da
Matriz de anto Antônio, a dita feira era nos dias de
sábado.
Lá de fora ouvia-se as rizadas quando a história era
engraçada, só depois o Gentil Vieira batia em retirada
rumo à sua fazenda na cerca de burro, donde criava
muitas cabeças de gado.
Lembro-me bem de todas essas passagens, que bom
rever tudo isso, passa na mente como se fosse um
filme, a velha e boa infância que há muito ficou para
trás.
Vai se lhes pra mais de sessenta anos, mas a memoria
continua fresca, novinha em folha, brilhando como as
estrelas no infinito, é isso que nos faz resistir firme os
ataques dessa modernidade. Como tenho dito, ainda
não me acostumei com essa modernidade, prefiro as
coisas do passado, fico mais feliz com essas doces
lembranças.
Mesmo que essas lembranças há muito ficaram para
trás, não importa, o importante que elas estão vivas
na minha cachola, quando bate a saudade é só folhar
as paginas da mente e lá estão elas. Não importa que
foi anos atrás, o importante é o que vi e vivi coisas
que nos fizeram feliz, e tudo isso não tem preço, não
se pode esquecer de tudo isso.
Vale ressaltar que, infeliz do homem que não tem
uma história para contar, um passado para orgulhar
se, quando isso acontece equipara-se a uma folha
seca que vaga ao sabor do vento sem rumo nem
direção.
Quanto à modernidade? que venha! vou enfrentar
a dita cuja de frente, sem medo, mesmo que caindo
e levantando haverei de labutar até o final, eis que
como um saudosista não desisto nunca, quem sabe
um dia haverei de acostumar-me.
Às vezes tento esconder aboletando-me em casa
por dias seguido sem sair, vos confesso que tudo
isso não é legal, porque fico distante dos amigos,
mas por outro lado não arrumo encrenca com
ninguém.
Já que nesses tempos moderno volta e meia tem
arranca rabo por onde você anda, às pessoas estão
sem paciência brigam por qualquer coisa isso não
é bom, a boa convivência é bem melhor do que o
confronto.
Eu que já tive vários amigos, vejo que esses estão
ficando escassos pois muitos deles já se foram, não
estão mais entre nós, muitos deles nos deixaram, a
saudade é grande.
Já não tem mais com quem bater um bom papo, a
solidão nos assola sem dó nem piedade, é muito
difícil ter que conviver com tudo isso, o sujeito tem
que ter o devido preparo. Como escritor, poeta, não
sinto tanto esses intempéries pois faço uso do meu
pensamento para superar tudo isso apelando sempre
para a memória.
Um dos grandes problemas que enfrentamos não é
ficar em casa, mas ficar sem saber o que se passa, o
isolamento nos deixa sem saber das coisas, às vezes
só ficamos sabendo das coisas dias depois do
ocorrido.
Esse é um dos problemas do isolamento, mas temos
que acostumar com tudo isso, é o preço que se paga
pelo isolamento, não se pode ganhar tudo, afinal, o
perde e ganha é constante.
O mais triste da modernidade é ver que todos estão
envolvido com um tal de celular, vivem com a cara
enfiada nessas telas e nem se quer nos dão atenção,
isso é triste.
A essas alturas da vida já não tem muito o que
perder, o que vier é lucro, não tenho muito do que
reclamar, há muito a vaidade ficou para trás, isso é
um alento.
No silêncio da meia noite, pois é nessas hora que
gosto de escrever é mais tranquilo não tem quem
nos atrapalha, é só você, a caneta e o papel, tudo
fica mais fácil.
É nesses momentos de tranquilidade que faço
uso dos alfarrábios da mente para voltar no tempo
rever tudo aquilo que vivi e que nos trás um certo
alento a já tão conturbada alma. Tudo isso é muito
importante para nós, parece simples mas é muito
importante, é o que nos mentem firme na nossa
labuta para sobreviver os tempos modernos sem
ficar tanto para trás.
Além do mais, não ficamos tanto isolado, tem um
tal computador que sabendo usar é bom, ele nos é
útil quando é bem usado, deixando de lado as tais
fake News, as mentiras, se aproveita muitas coisas
boas.
Eu que não sou bobo nem nada, aproveitei o meu
Blog para colocar os meus 5 Livros de poesias para
os leitores ler, pois não tenho dinheiro para pagar
uma Editora para editar os Livros. Quem quiser ler
é só ir no meu Blog que terão a oportunidade de
ler as poesias que esse humilde poeta escreve, para
mostrar o que pensa.
Não sou pretencioso, não, longe disso, quero tão
somente deitar ao papel o que a mim vem por via
do coração, tudo aquilo que vejo, sinto e penso,
nada mais que isso.
O meu Blog é (Raimundo Sucupira o Poeta) é só ir
no Google e fazer a busca logo os amigos e amigas
terão acesso ao Blog.
Cá pra nós, fazendo uso da sabedoria e do bom
senso se pode conviver bem com a modernidade,
o passado e o presente pode muito bem conviver
sem atritos, é uma questão de ponto de vista, da
maneira que encaramos tudo isso. Paz e bem......
Raimundo Sucupira
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