segunda-feira, 5 de novembro de 2012

DE CRIATURA A CRIADOR

Caro amigo,como diz as mas línguas,que
os investimentos na tecnologia esta
deixando a desejar,que os investimentos
deveria ser bem maior para o bem da
humanidade.Só que a minha preocupação
é outra,os alimentos estão sendo modificado
geneticamente e consumido sem nenhuma
conclusão definitiva,ou seja,nós estamos
consumindo alimentos sem saber se é nocivo
a nossa saúde.Dado que,o certo era deixar
as coisas seguir o curso natural,as pessoas
estão se esquecendo que antes de sermos
CRIADORES,SOMOS CRIATURAS.É
necessário que tenhamos bom censo antes
de modificarmos o que foi criado pela
NATUREZA.Sob pena de ter que conviver
com tragédias como essas que estão
acontecendo pelo mundo,ademais,não custa
nada de vez em quando deixarmos a
tecnologia de lado e ouvirmos a voz da MÃE
NATUREZA.Como diz o velho ditado(canja
de galinha e concelho de mãe não
faz mal a ninguém....

Raimundo Sucupira

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

PEÇA FINA

Mais uma pedra de
tropeço,
que esta nessa
estrada.
Ela tem seu preço,
pode causar uma
topada.
A cobra que não
anda,
não engole sapo.
Não se vence uma
demanda,
aquele que não
tem papo.
Quem tem boca
vai a Roma,
quem não tem fica
calado.
Quem não tem
pano não engoma,
pode ser derrotado.
O homem que tem
medo,
não vai muito
longe.
para vencer esse
enredo,
tem que ter coração
de Monge.

Raimundo Sucupira

CAVALO BAIO

Caro amigo,tem certas lembranças que ainda
permanecem vivas em nossa mente,lembro-me
do meu avô.(Raimundo)ele morava em
Cana Bravinha,todos os Sábados cedinho
lá vinha ele,cabelo branquinho como a
neve,montado num cavalo baio tocando
o jumento de carga,as bruacas cheia de
frutas e verduras.Sentado sobre a soleira
da porta eu mal aguentava a ansiedade,não
vai a hora de saborear as mangas espada
que ele trazia,tomava-me a benção e
entrava em casa,depois que tomava o café
forte que mamãe coava descia pra feira
onde tinha uma barraca.Em pouco tempo
vendia tudo que trazia,a freguesia era certa,
o velho era um bom negociante,não saia um
freguês insatisfeito,com o sol pelo meio da
tarde já estava de volta ao povoado de
Cana Bravinha.Isso coisas simples,porem,de
suma importância que fica arquivado em
nossa memória,de modo que,quando o
desanimo causado pelo estresse do dia a
dia nos acossar,é bom parar um pouco e
lembrar das coisas boas que nos aconteceu
nos tempos idos.Faz bem a alma.....

Raimundo Sucupira

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

ESCURIDÃO

Pouca gente que
sabe,
o valor da união.
Antes que isso
acabe,
é bom abrir o
coração.
Essa vida que o
homem leva,
brigando por
dinheiro.
Parece uma
selva,
onde manda o
pistoleiro.
Essa luta vale a
vida,
não podemos
esperar.
Tem que ter uma
saída,
para o homem
salvar.
O homem tem
que entender,
que o amor é a
salvação.
Sem ela vamos
viver,
na mais completa
solidão.

Raimundo Sucupira

VIDA TRANQUILA

Caro amigo,a honra cambaleia,fraqueja pois
diante de tanta corrupção,em tudo que se
faz por aqui a propina está presente,nas
obras publicas,nas áreas sociais,o poder
publico se afasta cada vez mais dos cidadãos.
Por sua vez fica no meio do fogo cruzado,de
um lado os bandidos do outro as milícias,se
não pagar leva chumbo,se o sujeito obedece
tem que comprar lugar nas filas,o amigo deve
esta perguntando,por que não denuncia?o
cabra pode ser preso!ai é que esta o
problema,nas esferas maiores também tem
venda de sentenças.O cabra pinta e borda
quando chega o julgamento vai lá e compra
a sentença,sem contar com os que já estão
presos,montaram verdadeiros escritórios
dentro dos presídios com direito à telefone
celular,comida de primeira,garotas para se
divertir,em fim,para essa gente os presídios
são hotéis de luxo.Vida dura levamos nós
aqui fora, que temos que ralar para levar
o pão para casa,quando não tem serviço
ficamos com nó nas tripas...

Raimundo Sucupira.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

MOLEQUE DE RECADO

Cai na jurema moleque
sapeca,
coronel prometeu lhe
peia.
Enterteu se no jogo de
peteca,
não foi carrear areia.
Sebo nas canelas
neguinho,
que lá vem o Coronel.
Acoita na fazenda do
vizinho,
quer teu coro como
Troféu.
Esqueceu se que es
de recado,
não es tua a vontade.
Quando do peito
foste tirado,
foi com ele a liberdade.
A liberdade não tem
preço,
muito menos a cor.
Esses versos vos
ofereço,
pra relatar vosso clamor.

Raimundo Sucupira

PEDRA BRANCA

Caro amigo,dia desse ao fazer a ronda
Rotineira pela redondeza da Cidade para
arejar a cabeça,não foi possível deixar
de notar uma cena interessante,um
moleque sorridente sobre o lombo de
um pangaré.Lembrei-me do tempo de
criança,toda Sexta feira eu ia a pé na
pedra branca buscar o cavalo de
seu TOTÕE DE MANA.Nesse dia ele
ia à feira de Caturama comprar bode
pelo serviço o velho comerciante pagava-
me a importância de Cinco Cruzeiros,saia
sorridente ansioso para chegar o Sábado.
Passava a noite em claro pensando nas
peripécias que ia fazer,bem cedinho corria
para o velho baú onde guardava as roupas.
Vestindo a velha calça de algodão riscado
e a camisa de brim azul,corria pra feira
para comer brevidades com refresco de
groselha no pote,com a barriga devidamente
abastecida voltava feliz pensando na
próxima Sexta.Dado que,o sábio destino
não negou-me o privilegio de gozar de tão
linda lembrança para que eu possa passar
adiante,ademais,espero que os outros
façam o mesmo para o bem da historia.....

Raimundo Sucupira

 
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