quinta-feira, 4 de novembro de 2021
ARREGO
Há Muito Tempo
Atrás.
devo ter Jogado
Pedra na Cruz.
Um Azar que não
Desfaz,
essa Catiça que
me Conduz.
As coisas que não
dão Certo,
tudo só dar
Errado.
Não tem nada de
Concreto,
Ultimamente só
tenho Ferrado.
Não sei mais o
que Fazer,
só tenho a Rezar.
Sé um dia eu
Merecer,
dessa Catiça vou
me Livrar.
Que um dia possa
Ter,
um pouco de
Sossego.
Nessa Vida possa
Merecer,
um pouco de
Arrego.
Por Raimundo Sucupira
AMIGO DA ONÇA
Caro Amigo,50 Anos Atrás na
Minha Época de Criança,cada
Garoto tinha uma Parelha de
Bode ou um Jumento,Comigo
não foi Diferente,Eu Tinha um
Jumento,o Dito Cujo Atendia
pela Alcunha de Caçula.
Eu e o Caçula Eramos Amigos
Inseparáveis,onde um Ia,o
Outro Ia Atrás.
O Caçula Gostava Muito de
Raspadura,Eu Sempre Andava
com um Pedaço da Raspadura
no Embornal.Em Casa tinha
Sempre um Custal da Mesma
na Dispensa,pois o meu Avô
Tinha um Engenho na Tenda
em Canabravinha.
Caçula Também Era Metido a
Galã,Namorador,não Aguentava
Ver um Rabo de Saia e logo
Partia pros Finalmente.
Num Certo dia Saímos para dar
Umas Voltas pela Redondeza,
Até que vi Algo que deu-me
Água na Boca,nos Fundos da
Casa da Dona Miúda,uma
Benzedeira que Morava nesse
Lugar.
Era 3 ou 4 Tocheiras de Cana,
Cana Fita,a Melhor Cana para
Chupar,as Canas Cresceram
Tanto,que Algumas Chegaram
a Enverga se,uma Maravilha de
se Vê.
Ao ver Aquela Cena,não deu
para Aguentar,a Vontade falou
mais Alto,Deixei o Caçula na
Beira da Cerca,pulando a
mesma logo em Seguida.
Escondi Atras de uma Moita
de Algodão que tinha ao
Monturo.
Aguardando o Momento para
Ir Até as Touceiras das Canas,
com muito jeito,pois os Cocás
Estava ao Terreiro,Cocás
alem de Veaco,são Depravado,
ao ver Gente faz um Barulho
dos Diabos.
Fiquei a Espreita Enquanto os
Cocás saíam do Terreiro,para
Minha Tristeza,Eis que de
Repente Aparece ao Terreiro
a Velha Miúda com uma
Peneira cheia de Milho
Jogando logo em seguida aos
Cocás e às Galinhas.
Finalmente a Velha Voltou
para Dentro,os Cocás
Começou a Espalhar se em
Meio ao Quintal,fiquei
Alegre,Eis que de Repente a
Velha Aparece novamente,
dessa vez na Janela da
Cozinha com uma Cuia em
Mãos,jogando a Água do
Maxixe em meio ao Terreiro,
os Cocás Voltaram novamente
para comer as Sementes do
Maxixe.
Mais Alguns Minutos de
Espera,Até que os Cocás
Espalharam se Novamente,
Ai Aproveitei fui até as
Tocheiras de Cana,Arranquei
uma das Grandes.
Voltando donde tinha deixado
o Caçula,Encostei a Cana na
Cerca,Ai a Gula Falou mais
Alto,Voltei para Arrancar
mais Uma,foi Ai que
Aconteceu o Inesperado.
Chegou o Velho Igino,Marido
da Dona Miúda com a
Jumenta Mimosa com uma
Carga de Melancia,parou em
meio ao Terreiro da Frente.
Antes de saltar a Cerca com
a segunda Cana,ao ver a
Mimosa o Caçula saiu
Correndo em Direção ao
Terreiro,Arrastando a Cana
pelas Palhas.
Ao ver aquela Bramura sair
Correndo Atrás do Caçula,
só que seu Igino saiu para ver
do que se Tratava,fui pego com
a Boca na Botija,ou Melhor,
com a Mão na Cana.
O Velho Olhou para Mim e
Disse,Agora Eu sei Quem é
que Estar Chupando a Minha
Cana!Vou Contar para o seu
Queno!Voltei para Casa Triste,
Aborrecido,pois tinha Sido
Entregue pelo Amigo Caçula,
de Fato,uma Verdadeira
Tragédia.
Tinha Sido Traído pelo Maior
Amigo,tudo por Conta de uma
Jumenta,Meu Deus,que
Tragédia Medonha.
A Tristeza Bateu pois Sabia
que meu Pai Iria Dar-me uma
Coça das Boas,só de pensar as
Pernas Tremia.
Sentado Sobre a Sombra do
Velho Pé de Juazeiro nos
Fundos da Antiga Casa Donde
Morava,Depois de Levar a
Rapadura para o Caçula,Este a
Roer Tranquilamente,Pensava
Comigo Mesmo,é Mach, Tu
com Aquela Atitude Jogou me
aos Leões.
Fiquei por vario dias a espera
do Acerto de Contas com meu
Pai por Conta da Travessura,no
Entanto,nada Aconteceu,o seu
Igino não falou nada para o meu
Pai,ficando o Dito pelo não
Dito.
Dado que,ao Contar mais essa
Historia,Quero tão somente lhes
dizer que Quando Criança nós
Também Aprontava das Nossas
e Eramos Felizes.Paz e Bem....
Raimundo Sucupira
quinta-feira, 28 de outubro de 2021
BOI TATÁ
O Estrago já foi
Feito,
não se tem como
Negar.
Deram o Golpe
Perfeito,
para do Pais se
Apossar.
De posse do
Poder,
com a Caneta na
Mão.
Eles não Querem
nem Saber,
se na Mesa Falte
o Pão.
Essa Gente sem
Pudor,
que não gosta de
Ninguém.
Que causa tanta
Dor,
não Lutam pelo
Bem.
Os Brasileiros
Acreditou,
nessa Historia do
Boi Tatá.
Só Tristeza que
Restou,
é só Tristeza pra
Conta.
Por Raimundo Sucupira
PERTINHO DAS NUVENS
Caro Amigo,Em Meio a Essa
Pandemia,a Única coisa que
nos Resta é Cuidar dos
Afazeres da Casa,no meu
Caso,das Hortas que Cultivo
nos Fundo da Casa.
Dia desse depois de Molhar
as Hortas,Sentei-me no meu
Pequeno Banco num canto
do Quintal,donde poso
Sentar e Contemplar a
Beleza das Plantas.
Quando vem a Inspiração
Pego o Caderno e a Caneta
e Deito ao Papel tudo que
Vem-me a Mente.
Tudo isso Gera Muitas das
Minhas Crônicas e Poesias
que Faço Questão de chegar
Até Vos.
Num Desses Momentos Eis
que de Repente,Surge o
meu Neto para ter Comigo,
Este a Segredar as suas
Invencionices da Infância.
Ao Escutar tudo aquilo não
Aguentei,não foi Possível
deixar de voltar no Tempo,
mais Precisamente nos
Tempos de Criança,Donde
Relembrei-me de Algumas
Passagens,dentre elas Essa
que volo Contarei Agora.
Dizia-me o Peralta de que
Quando Crescer Haverá de
Voar Bem Alto,Pertinho do
Céu,das Nuvens,Diante de
Tais Afirmações,Quem sou
Eu para Discordar,tão
Somente Rogar ao Divino
que Prolongue um Pouco
mais Essa Minha Passagem
por Este Plano para ver
Tamanha Ventura.
Dito Isto,Peço Licença para
Expor-lhes um Projeto em
Trazer de Volta as Passagens
Importantes que já nos
Aconteceu e que ao longo
Dos Anos foram Caindo no
Esquecimento.
Não há Nada mais Trágico
que as Fatalidades deste
Mundo,Cuja a Rapidez
Ainda lhes Agrava a
Capacidade de Manter-se
Focado nas suas Memorias,
Com Sorte,em tão Breve
Trajeto Cada um há de
Acabar as Suas Tarefas,ou
Seja,a Sua Historia.
Ao Ouvi Tais Afirmações
de tão Pequeno Ser,não foi
Possível Deixar de dar essa
Volta ao Tempo.
Ainda Criança,com 5 para 6
Anos,Quando Passava um
Avião,mesmo que muito
Alto,ficava a Contemplar
Tamanha Beleza.Quando
Percebia que o Dito Cujo Ia
Pousar Aqui em Paramirim,
não pensava duas vezes,saia
aos Borbotões Rumo ao
Campo de Pouso que ficava
nos Fundos da Casa do Nené
de Fabiana perto da Lagoa
do Barro,Donde fica Hoje a
Feira Livre.
Depois da Correria,Quase
Sempre não Chegava a
Tempo de ver o Avião
Pousar.
Mesmo com os Bofes Preste
a Sair pela Boca devido a
Carreira,Subia na Cerca para
Contemplar Tamanha Beleza.
De vez que Quando os
Pilotos nos deixava Chegar
um pouco mais Perto da
Aeronave,Ai Era só Alegria,
Ficava Horas a Contemplar
Aquele Enorme Pássaro de
Ferro,Imaginando o Quanto
deveria ser Bom ficar Bem
Pertinho das Nuvens,Olhando
tudo lá de Cima.
Há,a Volta para Casa?Quem
se Incomodava com uma
Caminhada depois de Tanta
Aventura!Ninguém
Reclamava,Era só Alegria,
Coisas que só os Peraltas
Sentem na Infância.
É por essas e Outras que,não
se pode Jamais Impedir que
um Peralta Exerça o seu
Sagrado Direito às
Brincadeiras,a Curtir as
Aventuras e aos Seus Sonhos.
Dado que,Essa é mais uma
das Inúmeras Historias que
já nos Aconteceu e que faço
Questão de vos Contar,tudo
isso Irá nos Trazer um Pouco
de Alento a Alma.Paz e Bem...
Raimundo Sucupira
quinta-feira, 21 de outubro de 2021
IDÍLIO
Ao Escrever Este
Idílio,
confesso que não
foi Atoa.
Apesar de todo o
Empecilho,
não Esqueci da
vossa Pessoa.
Es a Flor mais
Bonita,
que no Jardim se
Abriu.
Tornastes Bendita,
Quando para mim
Sorriu.
Quando a vi no
Portão,
meu Coração se
Alegrou.
Ao Segurar a sua
Mão,
para Sempre me
Encantou.
Ao partir um Mal
me Faz,
Tão Triste os Olhos
Ficaram.
Quando pela Última
Vez,
Eles para te Olharam.
Por Raimundo Sucupira
SOBREVIVÊNCIA
Caro Amigo,Ainda que Essa
Triste Solidão nos Rodeia,
Em Meio a esse Fatídico
Confinamento Forçado,que
nos Priva do Convívio com
os Amigos e Amigas,a Vida
tem que seguir o seu Curso,
Temos que Seguir Em
Frente.
Depois de ter Seguido uma
Vida Regrada por mais de
40 Anos,Sempre fazendo o
que os Bons Costumes nos
Indicam,os Preceitos que os
nossos Pais que já Partiram
nos Ensinou, temos que nos
Reinventar se,ou seja,ter que
Começar de Novo.
Confesso aos Amigos e
Amigas,que não Estar sendo
Fácil,são Mudanças a dar
com Pau,o que tem dado um
nó na nossa Cabeça,ou seja,
nos deixado de Miolo Mole.
Como Escritor,Poeta,que
tem uma Certa Facilidade
para Pensar,por Tanto,deitar
ao Papel tudo que a Mim
vem por Via do Pensamento,
Mesmo Assim,não Estar
Sendo Difícil.
Graças a um Trabalho de
muitos Anos na Área Social,
Donde Sempre Lutei pelo
Bem Comum,Sempre Voltado
para os Desvalidos,os que
não tem Vez nem Voz,Estou
Sensível ao que se Passa ao
Pais.
Sob o Comando de um Grupo
Negacionista,Pessoas que
não tem Nenhum Sentimento
de Amor ao Próximo,Estes
tem Negado à Ciência,tem
Deixando de Proteger a
Coletividade.
Como um Bom Leitor,
Lembrei-me das Palavras de
um Intelecto(Não Poucas
vezes,pois,Razão é Lastimar
o Zelo dos Amigos,e
Agradecer a Malevolência
dos Inimigos.
Estes não Sabem,Quando
Aqueles nos Extraviam de
Sorte que,no Perdoar aos
Inimigos,muita vez não vai
Somente Caridade Cristã,
Serão Também Justiça
Ordinária e Reconhecimento
Humano.
E,Ainda Quando,os Olhares
do Mundo,como os do nosso
Juízo Desconhecido,
Tenhamos Logrado a nossa
Desgraça,Bem que ser,os
Olhos da Verdade,Sempre,
não nos Hajam Contribuído
senão para a Felicidade)Em
Assim Sendo,Vos
Acrescento Mais,é Preciso
se Reinventar se,para que
se Possa Sobreviver.Depois
de passar por tudo isso,vos
Afirmo,não é Hora de Briga,
nem tão Pouco de Revanche,
é Hora de União,pois se
Depender dos Gestores nós
Estamos no Mato sem
Cachorro,ou seja,sem o
Menor Apoio,só nos Resta
Uns aos Outros.
Já que não Podemos contar
com o Governo Negacionista,
que nos Deixou Entregue á
Própria Sorte, Temos que
Contar com os que Estão ao
nosso Lado.
Que Cada um de Nós tenha
os Olhares Voltados para os
que Estão ao nosso Lado,os
que Precisam de Ajuda,isso
Irá Faze a Diferença na Hora
da Verdade.
A Historia nos diz que,um
Povo Unido Jamais será
Vencido,nem Mesmo Esse
Vírus Irá nos Vencer,com Fé,
Esperança,Haveremos de
Vencer mais Esse Obstáculo.
Dado que,não vale Apenas
o Confronto,a União é a
Mais Eficaz das Ações,que
o Bem Acabe por Vencer o
Mal.Paz e Bem....
Raimundo Sucupira
quinta-feira, 14 de outubro de 2021
O VERDE DA FLORESTA
O Azul do Céu,
o Verde da
Floresta.
O Branco do
Véu,
a Beleza que
nos Resta.
A Natureza é
Bela,
disso não há
Duvida.
Pouco se faz
por Ela,
dela pouco se
Cuida.
O Homem tem
que Entender,
que tem que
Preservar.
Senão Ele vai
Perecer,
se Dela ele não
Cuidar.
Sé a Natureza
Morre,
o Homem Morre
Junto.
Que isso não
Percorre,
que Este não vire
Defunto.
Por Raimundo Sucupira
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