terça-feira, 20 de outubro de 2026

SERTÃO

Eis que um grande
avoaseiro,
pelas bandas do 
sertão.
Um bravo e temido
cangaceiro,
de parabelo na
mão.
Na tocaia o
matador,
no carreiro o
cassado.
No roçado o
catador,
na maravalha o
gado.
No sertão é
assim,
nada é por
acaso.
Tudo tem um
fim,
sendo fundo ou
raso.
Esse é o meu
lar,
o melhor lugar
do mundo.
Como o sertão
não há,
o sentimento é
profundo.

por Raimundo Sucupira


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